1° Ato. Cena 2 - Jogos de tabuleiro


- Ele é um prisioneiro. Porque devemos prestar cuidados? – Maloy estava de fato intrigado. Era acostumado a cuidar de prisioneiros e dar a eles bons tratos nunca foi uma opção.
- Não tenho intenção de confrontar-lhe a autoridade, conde. Mas estamos falando de um líder. Um homem comum até pode se rebaixar à dor. Mas um rei, um líder jamais entregaria seu povo de forma deliberada. Vi meu pai tratar com homens de autoridade diversas vezes. Ele sempre me disse que a dor derrubar os fracos. Os fortes devem ser derrubados pela inteligência. Mate-o e fará o que ele quer. Mortos não entregam informações

1° Ato. Cena 1 - Rainha de Marfim

- Majestade, por que não começamos a reunião? Os nobres estão ansiosos. Por que aguardar a presença de uma mulher em um local ao qual ela não foi designada.
- Conde, conde... Esperemos por Catherina. Os conselhos dela são melhores que os seus, Maloy - Houve várias risadas. O conde Maloy permaneceu frio e impassível diante da brincadeira do a Duque Galarddi. Os nobres bateram as canecas de cerveja e vinho em meios a urros com a brincadeira

Prefacio. Cena 4 - Melodia

Uma melodia doce enchia o saguão. Notas medidas em uma sintonia harmônica de preencher o peito, era como o despertar da floresta para mais um dia, era o som do vento acordando a terra, era a dança das flores movidas pela brisa vespertina. O príncipe fora informado que seu pai estava em uma reunião com o rei do continente logo antes de entrar na câmara real, parou ainda à porta de madeira que pouco deixava escapar o som das gargalhadas dos dois bêbados e das meretrizes. Oliver tomou os corredores guiado pela melodia.

Prefacio. Cena 3 - Confidencias

A eminência de uma guerra deixava o jovem príncipe atordoado. O sono lhe era tirado pela apreensão de um massacre. Não era de se estranhar que seu pai estivesse fortalecendo as alianças. Não era de se estranhar que qualquer um o fizesse. Desistindo de dormir, começou a andar pelo castelo em meio a noite. Pelas sacadas dos corredores via a lua alta que invadia os cômodos com sua luz sem pedir licença.

Ainda estava admirando as sombras quando uma silhueta lhe chamou a atenção. A rainha do continente estava lá. Como uma estátua. Os cabelos meio soltos se rebelavam pelo vento a procura de liberdade. Estava quieta contemplando algo que não se era possível discernir. Com sua postura impecável, altiva como sempre, firme, sublime e inalcançável como as estatuetas dos anjos na catedral.

Prefacio. Cena 2 - Chá da tarde

   - Fico bastante feliz que tenha me encontrado, Catherina.
   - Um beija-flor sempre encontra a arvore que florece no meio do inverno. 

Haviam duas mulheres sentadas a sombra de uma arvore. Ha alguma distância, o Príncipe fazia a vigilhia. Em uma postura impecável, a espada desenbanhada tocava o solo com segurança. Catherina, a rainha Cristã, conversava alternando entre o francês - lingua nativa daquela ilha - e o inglês, que falavra quando não queria ser compreendida, enquanto Jennifer, a sumo sacerdotisa daquela região, a rainha pagã como se referia Catherina, tentava acompanhar as alternâncias no dialeto.

Prefácio. Cena 1 - Uma dama e seu cavaleiro

O sol raiava alto no céu quando a  corte chegou ao castelo. Os cavalos trotavam nas ruas de pedra com imponência. O rei ordenou que a recepção fosse vistosa. Musica, fartura, luxo e beleza para receber um velho amigo. Para receber um rei do continente que vinha a suas terras falar de negócios, alianças e reinos.

Assim os dois reis se trancaram em uma das salas reais. Os servos serviram vinho, dançarinas se insinuavam em meio a poucos tecidos e ouro.  As melhores mulheres, o melhor vinho, a melhor louça. O jovem príncipe estava, de certa forma, desconcertado com as belíssimas damas que entravam na sala com coreografias suntuosas e envolventes. A Rainha que acompanhava o rei do continente parecia indiferente à cena.