NY - Mary

- Mais uma dose, senhor?
- Uma dupla – O barman o serviu.
O homem olhou no relogio que marcava 22:10. Ajeitou a manga da blusa. E deu dois grandes goles no Uísque – Você teve seus dez minutos... A fila anda...

1° Ato. Cena 2 - Jogos de tabuleiro


- Ele é um prisioneiro. Porque devemos prestar cuidados? – Maloy estava de fato intrigado. Era acostumado a cuidar de prisioneiros e dar a eles bons tratos nunca foi uma opção.
- Não tenho intenção de confrontar-lhe a autoridade, conde. Mas estamos falando de um líder. Um homem comum até pode se rebaixar à dor. Mas um rei, um líder jamais entregaria seu povo de forma deliberada. Vi meu pai tratar com homens de autoridade diversas vezes. Ele sempre me disse que a dor derrubar os fracos. Os fortes devem ser derrubados pela inteligência. Mate-o e fará o que ele quer. Mortos não entregam informações

1° Ato. Cena 1 - Rainha de Marfim

- Majestade, por que não começamos a reunião? Os nobres estão ansiosos. Por que aguardar a presença de uma mulher em um local ao qual ela não foi designada.
- Conde, conde... Esperemos por Catherina. Os conselhos dela são melhores que os seus, Maloy - Houve várias risadas. O conde Maloy permaneceu frio e impassível diante da brincadeira do a Duque Galarddi. Os nobres bateram as canecas de cerveja e vinho em meios a urros com a brincadeira

Prefacio. Cena 4 - Melodia

Uma melodia doce enchia o saguão. Notas medidas em uma sintonia harmônica de preencher o peito, era como o despertar da floresta para mais um dia, era o som do vento acordando a terra, era a dança das flores movidas pela brisa vespertina. O príncipe fora informado que seu pai estava em uma reunião com o rei do continente logo antes de entrar na câmara real, parou ainda à porta de madeira que pouco deixava escapar o som das gargalhadas dos dois bêbados e das meretrizes. Oliver tomou os corredores guiado pela melodia.

Prefacio. Cena 3 - Confidencias

A eminência de uma guerra deixava o jovem príncipe atordoado. O sono lhe era tirado pela apreensão de um massacre. Não era de se estranhar que seu pai estivesse fortalecendo as alianças. Não era de se estranhar que qualquer um o fizesse. Desistindo de dormir, começou a andar pelo castelo em meio a noite. Pelas sacadas dos corredores via a lua alta que invadia os cômodos com sua luz sem pedir licença.

Ainda estava admirando as sombras quando uma silhueta lhe chamou a atenção. A rainha do continente estava lá. Como uma estátua. Os cabelos meio soltos se rebelavam pelo vento a procura de liberdade. Estava quieta contemplando algo que não se era possível discernir. Com sua postura impecável, altiva como sempre, firme, sublime e inalcançável como as estatuetas dos anjos na catedral.

Prefacio. Cena 2 - Chá da tarde

   - Fico bastante feliz que tenha me encontrado, Catherina.
   - Um beija-flor sempre encontra a arvore que florece no meio do inverno. 

Haviam duas mulheres sentadas a sombra de uma arvore. Ha alguma distância, o Príncipe fazia a vigilhia. Em uma postura impecável, a espada desenbanhada tocava o solo com segurança. Catherina, a rainha Cristã, conversava alternando entre o francês - lingua nativa daquela ilha - e o inglês, que falavra quando não queria ser compreendida, enquanto Jennifer, a sumo sacerdotisa daquela região, a rainha pagã como se referia Catherina, tentava acompanhar as alternâncias no dialeto.

Prefácio. Cena 1 - Uma dama e seu cavaleiro

O sol raiava alto no céu quando a  corte chegou ao castelo. Os cavalos trotavam nas ruas de pedra com imponência. O rei ordenou que a recepção fosse vistosa. Musica, fartura, luxo e beleza para receber um velho amigo. Para receber um rei do continente que vinha a suas terras falar de negócios, alianças e reinos.

Assim os dois reis se trancaram em uma das salas reais. Os servos serviram vinho, dançarinas se insinuavam em meio a poucos tecidos e ouro.  As melhores mulheres, o melhor vinho, a melhor louça. O jovem príncipe estava, de certa forma, desconcertado com as belíssimas damas que entravam na sala com coreografias suntuosas e envolventes. A Rainha que acompanhava o rei do continente parecia indiferente à cena.

Nephalin

"E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas dos homens, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." 



Uma pessoa não escolhe se tornar um nephalin. Ela simplesmente nasce um (em qualquer local do mundo, sob quaisquer condições financeiras, morais ou religiosas) filho de um anjo e de uma humana. Na grande maioria das vezes, nem possui conhecimento de sua origem divina. O nephalin pode passar (e a grande maioria passa) sua vida inteira sem desconfiar da verdade e até morrer sem conhecer sua verdadeira natureza.
Mas a partir da sua segunda encarnação, o nephalin perceberá sua bênção/maldição. A partir da puberdade, entre os 14 e os 18 anos, o nephalin começará a ter sonhos relacionados com sua encarnação passada, que vão se tornando cada vez mais realistas e vívidos até que, quando completa 21 anos (você não acreditava que a maioridade legal aos 21 anos fosse uma escolha aleatória de idades, não?), todas as memórias de suas vidas passadas ressurgem e aí começam os problemas. 

Muitos nephalins não acreditam em suas memórias, julgando-se loucos (“Eu sou a reencarnação de Marco Polo.. vocês precisam acreditar em mim...”) ou atormentados por maus espíritos. Outros acreditam em suas memórias, mas não possuíam condições de recuperarem suas fortunas (“Você, catador de estercos de North Hampshire, é a reencarnação de Lord Stempleton? Acho que não...”). Uma outra parte, ainda, possuía oconhecimento mas não a maneira de se estabelecer (como um índio nascido nas margens do Rio Amazonas poderia recuperar o tesouro que ele mesmo deixara em seu castelo da Bavaria, 100 anos antes?) 

Do ponto de vista fisiológico ou morfológico, não existe NENHUMA maneira de se diferenciar um humano normal e um nephalin. Eles são humanos em todos os aspectos possíveis e imaginários e não há ritual capaz de detectar um nephalin. 
(Excerto retirado do livro Spiritun - Editora Daemon)

História

Pela definição tradicional, os nephalins são os filhos dos anjos com as mulheres humanas. Os primeiros nephalins que a Terra conheceu foram os filhos dos 200 anjos comandados por Samyaza na chamada Segunda Rebelião.

Esses filhos dos anjos dividiam-se entre os gigantes e os nephalins. Após a guerra com os anjos da Cidade de Prata, todos os gigantes foram destruídos ou aprisionados no Inferno enquanto os nephalins eram sacrificados ou destruídos. Mas o que os anjos não contavam é que esses nephalins reencarnariam na própria Terra e que recuperariam suas memórias quando atingissem a puberdade.
Esses primeiros 104 nephalins começaram a organizar as primeiras sociedades secretas, com o objetivo de enfrentar os anjos que destruíram e aprisionaram seus pais. Infiltraram-se nas ordens que existiam na época e procuraram aprender o máximo que pudessem sobre magia e ocultismo. Na antiga Atlântida, no Egito e na Grécia, os nephalins estabeleceram-se como sacerdotes dos deuses mais importantes, conselheiros dos faraós e filósofos nas principais academias. 
Mesmo nesse tempo, muitos nephalins nasceram nas terras da América (que ainda aguardava 5500 anos para ser “descoberta”) como xamãs, sacerdotes indígenas ou chefes guerreiros. Esses nephalins menos afortunados não possuíam a cultura ou conhecimento necessário para entender os estranhos sonhos e lembranças que possuíam e muitas vezes, não tinham condições de viajar ou aproveitar os tesouros que possuíam do outro lado do globo. Muitas encarnações foram desperdiçadas desta maneira, mas também muitos tesouros secretos foram enterrados para serem descobertos por futuras encarnações.

Outras fontes:

O termo Nefilins, advem etimologicamente do hebraico נְפִלנ ְפִיל , que significa: "os que fazem os outros cair". Os Nefilins são descritos como "os poderosos da Antiguidade" ou os “heróis da antiguidade”. 

Segundo o Livro de Génesis e outros textos apócrifos anteriores, um conjunto de 200 anjos tinha a seu cargo a observação dos destinos da humanidade e a esses chamavam-se os «vigilantes». Os 200 anjos desejaram carnalmente as mulheres dos homens, e abandonaram os céus para se unirem a ela. 

Os anjos tomaram assim as mulheres que escolheram para si, tiveram relações com elas e desposaram-nas. Dessas uniões entre anjos e mulheres nasceram filhos e a esses filhos chamaram-se Nefilins. Trata-se de uma raça híbrida, que era o cruzamento entre anjo celeste encarnado e mulher humana. Em troca das relações sexuais com as mulheres, os anjos ensinaram-lhes a ciência, a astrologia e a magia. Os filhos desta união possuíam poderes sobrenaturais e foram conhecidos como os «heróis da antiguidade»; nas civilizações greco-romanas, tais seres foram chamados de «semi-deuses».

"Deus" considerou que a união entre anjos e humanas era contrária à própria natureza tanto dos humanos como dos anjos, e por isso contra-natural e logo abominável; ainda mais, a concessão da sabedoria aos humanos, ( desde as ciências, á astrologia, á magia etc), era uma violação das regras divinas que também separavam anjos e humanos, uma vez que desde o inicio, já no paraíso Deus havia proibido que os humanos acedessem á arvore da sabedoria; por último, a raça de nefilins simbolizava tudo o que mais era abominável a Deus: estes seres não eram nem anjos nem humanos, possuíam um poder que ultrapassava o que era permitido aos humanos, podiam conceder sabedoria e feitos que levassem os humanos a evoluir fora dos limites impostos, e eram pela sua natureza semi-divina facilmente idolatráveis, o que para o Deus HYHV, (um deus ciumento), deixar de o adorar para adorar outros seres celestes, é a maior das afrontas. 
(Internet)