Prefácio. Cena 1 - Uma dama e seu cavaleiro

O sol raiava alto no céu quando a  corte chegou ao castelo. Os cavalos trotavam nas ruas de pedra com imponência. O rei ordenou que a recepção fosse vistosa. Musica, fartura, luxo e beleza para receber um velho amigo. Para receber um rei do continente que vinha a suas terras falar de negócios, alianças e reinos.

Assim os dois reis se trancaram em uma das salas reais. Os servos serviram vinho, dançarinas se insinuavam em meio a poucos tecidos e ouro.  As melhores mulheres, o melhor vinho, a melhor louça. O jovem príncipe estava, de certa forma, desconcertado com as belíssimas damas que entravam na sala com coreografias suntuosas e envolventes. A Rainha que acompanhava o rei do continente parecia indiferente à cena.
À parte da conversa de "negócios" entre os homens, ela parecia até mesmo feliz em poder sair da companhia dos reis de modo que não fosse deselegante, e o fato de ter como atendido o seu pedido para passear pelo reino a deixou discretamente radiante. Para sua escolta o rei anfitrião ordenara que seu próprio filho a acompanhasse para garantir-lhe a segurança.

O príncipe e sua escolta a guiou penas ruas de pedra, pelo mercado, pelas praças do reino. Porém, em determinado ponto, ela pediu para que parassem a carruagem. Solicitou dois cavalos. Um para sua montaria e outro para carregar uns embrulhos que carregava em um baú, tendo terminado de equipar o animal ela dispensou a escolta e seguiu acompanhada apenas pelo príncipe que, por ordem do próprio rei e das regras de etiqueta, não podia permitir que a rainha corresse risco na floresta.

   - Majestade - Disse o príncipe alcançando os cavalos que ela guiava com mais habilidade que muitos cavaleiros - Creio que não seja seguro continuar deste ponto. Estamos entrando em território pagão minha senhora.
   - Estaremos seguros. Eu conheço a senhora destas terras
   - Majestade, não pretendo lhe causar aborrecimento, mas é de fato bastante arriscado continuar.
   - Não se você estiver vindo fazer uma visita a uma "Senhora Do Lago"
   - Não conheço esta figura.
   - Supus que não conhecesse.

A segurança das palavras e a postura inabalável da rainha era algo que calava qualquer outra contestação. Assim caminharam mata a dentro até chegar em uma cabana em madeira. O cheiro de flores e perfumes preenchia o local dançando pelo ar. Uma jovem parecia colocar ervas ao sol quando os visitantes chegaram. A rainha falou algo numa língua que o príncipe não conseguiu compreender. Porém, sua familiaridade com o termo se resumia a simplesmente cataloga-la como "inglês". A jovem de cabelos alaranjados ergueu a cabeça com um sorriso capaz de aquecer qualquer coração. Haviam flores descendo por seus cabelos embaralhadas aos fios juntos a pequenas pedras que reluziam triunfantes a luz do sol nas mais distintas direções. A rainha se curvou de modo respeitoso, reverencia também realizada pela jovem que reproduziu o gesto com mais graciosidade e menos imponência.

   - Catherina... Minha rainha Cristã
   - Uma rainha que se curva diante de outra.
   - Etá sendo de fato exarcebaba em suas colocações
   - Reconheço meu império Jennifer, estou em seu reino agora.
   - E quem traz consigo?
   - Este? ... É um Chevalier

Como se só agora despertado do transe que as duas presenças impunham, o príncipe percebendo que não havia prestados a devida reverencia, se apressou em curva-se em um gesto que arrancou risinhos das duas damas. Jennifer se pôs diante do príncipe e também o cumprimentou como se percebendo também sua indelicadeza em não tê-lo cumprimentado  ou simplesmente para que o jovem não se sentisse deslocado diante da situação.
    - Seja bem vindo Cavaleiro...

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